Dedico esse texto a todos os que partilham da experiência de uma separação.
Em segundo plano, não menos importante para mim, dedico esse texto a todos os animais desse planeta que agem e sentem, mas não sabem falar, não sabem transmitir suas experiências, a não ser pela sua sábia Alma-Grupo que a todos os seres de boa vontade inspira. Alguns respondem a seu chamado espiritural e os acolhem em seus lares quando a ruptura chega em suas vidas, de repente e sem avisar. Seja essa, também uma homenagem minha amiga Dora Tertuliano dora.tertuliano@face book.com a quem testemunhei o seu amor e a disponibilidade para receber em seu lar esses amores que foram rupturados pelas intempéries da vida cotidiana dos seres humanos.
Fonte: Livro ROMPER PARA VIVER - Como as rupturas amorosas familiares e profissionais podem ser libertadoras e se tornar forças de renovação e criatividade - de Simone Barbaras, Editora Rosa dos Vento. Livro gentilemente cedido pela Elisa da Eubiose cailean1@hotmail.com
RUPTURA SIGNIFICA UMA SEPARAÇÃO E REPRESENTA O RESULTADO DA TENSÃO ENTRE DOIS OBJETOS OU PESSOAS... que causa o rompimento dos laços que os unem. Com efeito, rompe-se com alguém ou alguma coisa porque a tensão atingiu o seu ponto mais alto e era a única saída que restava naquele momento. Essa tensão pode levar a ruptura extrema pois libera ao mesmo tempo forças de vida e forças de morte. Existe em cada um de nós uma dramaturgia da ruptura, que se coloca como uma tragédia, pois as rupturas brutalizam nossos sonhos de harmonia. Imaginamos nossa vida mais facilmente como o desenrolar natural das coisas, melhor sistematizada num compasso calmo do que segmentada, cortada. Como poderia ser de outra forma? Somos ensinados desde crianças, a considerar errado o que foge ao consenso, a pensar que a falta de continuidade é desrregramento e que as rupturas são muitas vezes traições que colocam a ordem em perigo: ordem familiar, moral ou social. Esse discurso não deixa de ter similitude com o que nos é ensinado sobre a sexualidade e suas proibições, e que na confusão e no não-dito sugere o sentido de perigo e de transgressão. Romper é interromper uma continuidade. É deixar bem claro que não se pode mais assegurar da mesma forma o prosseguimento da existência, quando os conflitos interiores tornam-se demasiado fortes e levam a um estado de tensão insuportável. As palavras não enganam: " estou prestes a explodir ", " estou por um fio ".
Para enfrentar essa ameaça e suprimir as causas da tensão torna-se uma necessidade, antes que ela nos conduza a soluções que escapem ao nosso controle, como a doença ou a depressão. Além disso é preciso identificar essas causas - as verdadeiras causas - não raro indecifráveis por si mesmas. A verdadeira ruptura não é a fuga ou o abandono diante do evento. Ela requer energia, coragem e lucidez. Ela produz vida e armas para lutar. É uma das funções mais úteis e mais criativas da vida humana. Uma vez consumada a ruptura, os recursos se mobilizam para substituir por outra coisa aquilo que deixamos, para descobrir outras soluções, para inventar novos equilíbrios. Mesmo durante a difícil transição - esse intervalo entre a certeza da perda e a incerteza do que será conquistado, há algo de novo que desperta, que se desliga da antida rigidez e abre o caminho para uma mudança, uma regeneração e uma criatividade. Nisto consiste a ambiguidade da ruptura, ela libera a um só tempo forças mortíferas e energias criadoras. Como todas as aventuras, a ruptura - uma vez vivida ao extremo - não está ao alcance de todos e pressupõe uma história e uma estrutura psicológica singulares.
Abaixo citação minha:
Há duas formas de conduzir a sua situação: a forma da continuidade e a forma da inovação. Seja criativo, faça diferente! Essa é a única forma que vai te imortilizar. Você merece!!! Já chegou até aqui, lute mais e chegue lá...
Beijos as todos os meus amigos...
Em segundo plano, não menos importante para mim, dedico esse texto a todos os animais desse planeta que agem e sentem, mas não sabem falar, não sabem transmitir suas experiências, a não ser pela sua sábia Alma-Grupo que a todos os seres de boa vontade inspira. Alguns respondem a seu chamado espiritural e os acolhem em seus lares quando a ruptura chega em suas vidas, de repente e sem avisar. Seja essa, também uma homenagem minha amiga Dora Tertuliano dora.tertuliano@face
Fonte: Livro ROMPER PARA VIVER - Como as rupturas amorosas familiares e profissionais podem ser libertadoras e se tornar forças de renovação e criatividade - de Simone Barbaras, Editora Rosa dos Vento. Livro gentilemente cedido pela Elisa da Eubiose cailean1@hotmail.com
RUPTURA SIGNIFICA UMA SEPARAÇÃO E REPRESENTA O RESULTADO DA TENSÃO ENTRE DOIS OBJETOS OU PESSOAS... que causa o rompimento dos laços que os unem. Com efeito, rompe-se com alguém ou alguma coisa porque a tensão atingiu o seu ponto mais alto e era a única saída que restava naquele momento. Essa tensão pode levar a ruptura extrema pois libera ao mesmo tempo forças de vida e forças de morte. Existe em cada um de nós uma dramaturgia da ruptura, que se coloca como uma tragédia, pois as rupturas brutalizam nossos sonhos de harmonia. Imaginamos nossa vida mais facilmente como o desenrolar natural das coisas, melhor sistematizada num compasso calmo do que segmentada, cortada. Como poderia ser de outra forma? Somos ensinados desde crianças, a considerar errado o que foge ao consenso, a pensar que a falta de continuidade é desrregramento e que as rupturas são muitas vezes traições que colocam a ordem em perigo: ordem familiar, moral ou social. Esse discurso não deixa de ter similitude com o que nos é ensinado sobre a sexualidade e suas proibições, e que na confusão e no não-dito sugere o sentido de perigo e de transgressão. Romper é interromper uma continuidade. É deixar bem claro que não se pode mais assegurar da mesma forma o prosseguimento da existência, quando os conflitos interiores tornam-se demasiado fortes e levam a um estado de tensão insuportável. As palavras não enganam: " estou prestes a explodir ", " estou por um fio ".
Para enfrentar essa ameaça e suprimir as causas da tensão torna-se uma necessidade, antes que ela nos conduza a soluções que escapem ao nosso controle, como a doença ou a depressão. Além disso é preciso identificar essas causas - as verdadeiras causas - não raro indecifráveis por si mesmas. A verdadeira ruptura não é a fuga ou o abandono diante do evento. Ela requer energia, coragem e lucidez. Ela produz vida e armas para lutar. É uma das funções mais úteis e mais criativas da vida humana. Uma vez consumada a ruptura, os recursos se mobilizam para substituir por outra coisa aquilo que deixamos, para descobrir outras soluções, para inventar novos equilíbrios. Mesmo durante a difícil transição - esse intervalo entre a certeza da perda e a incerteza do que será conquistado, há algo de novo que desperta, que se desliga da antida rigidez e abre o caminho para uma mudança, uma regeneração e uma criatividade. Nisto consiste a ambiguidade da ruptura, ela libera a um só tempo forças mortíferas e energias criadoras. Como todas as aventuras, a ruptura - uma vez vivida ao extremo - não está ao alcance de todos e pressupõe uma história e uma estrutura psicológica singulares.
Abaixo citação minha:
Há duas formas de conduzir a sua situação: a forma da continuidade e a forma da inovação. Seja criativo, faça diferente! Essa é a única forma que vai te imortilizar. Você merece!!! Já chegou até aqui, lute mais e chegue lá...
Beijos as todos os meus amigos...